DESENVOLVIMENTO E FUNÇÃO DA BAINHA DE MIELINA: A bainha de mielina forma uma camada isolante ao redor dos nervos, incluindo os do cérebro e da medula espinhal. Cada célula nervosa ou neurônio consiste em um corpo celular com um núcleo (que contém DNA) e dendritos (terminações nervosas) que se projetam do corpo celular para receber sinais de outros neurônios. O axônio é uma extensão que difere dos dendritos na medida em que transporta impulsos dos neurônios, às vezes por uma distância considerável. Axônios mais longos são revestidos por uma bainha de mielina. A função da bainha de mielina é acelerar a transmissão elétrica ao longo das células nervosas. A bainha de mielina, que envolve os neurônios motores, auxilia na condução dos impulsos nervosos para os músculos; os neurônios sensoriais comunicam estímulos sensoriais, como o tato. Portanto, os neurônios mielinizados são tipicamente encontrados nos nervos periféricos.

A mielina se origina das células de Schwann, que são células gliais especializadas. As células gliais (também chamadas de neuroglia) fornecem suporte e proteção aos neurônios no cérebro e na medula espinhal (sistema nervoso central). As células de Schwann, por outro lado, são encontradas no sistema nervoso periférico (fora do cérebro), onde formam a bainha de mielina que envolve as células nervosas. Em humanos, a mielinização começa na décima quarta semana de desenvolvimento fetal. Assim como a glia, a mielina consiste em grande parte de tecido conjuntivo. A bainha de mielina, portanto, também deriva do novo mesoderma.

 

 

 

NÍVEL DO CÉREBRO: Exceção: Embora a bainha de mielina seja de nova origem mesodérmica, ela é controlada pelo cerebelo e não pela medula cerebral.

 

 

A bainha de mielina do lado direito do corpo é controlada pelo lado esquerdo do cérebro; a bainha de mielina no lado esquerdo do corpo é controlada pelo hemisfério direito do cérebro. Existe uma correlação cruzada do cérebro para o corpo.

NOTA: A bainha de mielina é controlada pelo mesmo relé cerebral que a pele do cório (veja também glândulas palpebrais).

CONFLITO BIOLÓGICO: O conflito biológico ligado à bainha de mielina é um conflito de toque, que consiste em não querer ser tocado porque o toque é vivenciado como doloroso, desagradável ou indesejado (compare com o conflito de separação relacionado à pele externa). O medo de ser tocado (abuso físico, abuso sexual) já pode evocar o conflito. A bainha de mielina também responde a um conflito de dor desencadeado por dor aguda devido a uma lesão, queda ou pancada. Dor intensa, por exemplo, dor óssea, também pode ativar o Programa Biológico Especial.

FASE DE CONFLITO ATIVO: Começando com a DHS, durante a fase de conflito ativo, a bainha de mielina engrossa devido à proliferação celular, formando um neurofibroma sob ou sobre a pele (como um melanoma, um neurofibroma é uma forma arcaica de defesa). O tamanho do(s) nódulo(s) é determinado pela intensidade do conflito. O propósito biológico do aumento celular é bloquear a transmissão dos estímulos sensoriais periféricos para o cérebro. O tecido extra absorve o toque ou a dor indesejados. Sintoma: perda ou diminuição da sensibilidade ao toque na área afetada (ver também hipossensibilidade envolvendo a epiderme ou o periósteo).

NOTA: Embora a mielina e a neuroglia sejam tecidos relacionados, elas se comportam de forma diferente. Um neurofibroma (também conhecido como “glioma periférico”) cresce durante a fase de conflito ativo (como todos os tecidos controlados pelo cerebelo), enquanto a proliferação da neuroglia (ver “tumor cerebral”) ocorre na fase de cicatrização (em PCL-B).

 

A aparência de um neurofibroma sob a pele (neurofibroma subcutâneo) é semelhante à de um lipoma envolvendo o tecido adiposo.

Quando situados imediatamente abaixo da pele, os neurofibromas são facilmente móveis.

NOTA: O lado direito ou esquerdo do corpo afetado é determinado pela lateralidade da pessoa e se o conflito é entre mãe e filho ou entre o parceiro. Um conflito localizado afeta a parte do corpo associada ao conflito de toque.

 

Neurofibromas múltiplos sob ou sobre a pele (neurofibroma cutâneo) são denominados neurofibromatose tipo 1 (NF1) ou doença de von Recklinghausen. Pigmentações café com leite (manchas cor de café na pele) classificadas como sintomas de NF1 são, com base na NMG, relacionadas à epiderme e não à bainha nervosa. O fato de manchas café com leite serem observadas na maioria das pessoas com NF1 é uma indicação de que os dois Programas Biológicos (conflito de separação e conflito de toque) frequentemente ocorrem simultaneamente.

FASE DE CICATRIZAÇÃO: Seguindo o princípio de órgãos derivados do novo mesoderma (“grupo excedente”), o(s) neurofibroma(s) permanece(m) no local. Com a conclusão da fase de cicatrização, a sensibilidade retorna ao normal.