1. Identificação do Problema

  • Objetivo: O cliente apresenta o tema familiar que deseja trabalhar. Pode envolver conflitos entre membros da família, luto, adoção, ou questões relacionadas a doenças.
  • Dicas: Escutar o cliente com atenção e formular perguntas abertas, como: “Qual é o problema familiar que mais te preocupa neste momento?”

2. Escolha dos Representantes

  • Objetivo: O cliente escolhe representantes para os membros-chave do sistema familiar que estão envolvidos na questão.
  • Dicas: Geralmente, são escolhidos os pais, irmãos, avós, ou outras figuras importantes (como filhos adotivos ou enteados). Dependendo da questão, podem ser incluídas emoções ou elementos simbólicos (exclusão, traumas, doenças).

3. Colocação no Campo

  • Objetivo: O cliente posiciona os representantes no espaço de acordo com sua intuição, sem interferência do facilitador.
  • Dicas: Pedir ao cliente que confie em sua percepção inicial ao colocar os representantes, observando como ele se sente em relação a cada posição.

4. Observação das Dinâmicas

  • Objetivo: O facilitador observa os movimentos e interações dos representantes. O campo fenomenológico começa a mostrar as dinâmicas ocultas do sistema.
  • Dicas: Notar quem está mais próximo ou distante, as reações emocionais dos representantes, e como os papéis se conectam. Não interferir imediatamente, apenas observar.

5. Reconhecimento de Exclusões ou Desequilíbrios

  • Objetivo: Identificar membros excluídos ou dinâmicas onde as leis sistêmicas (pertencimento, ordem, equilíbrio) estão em desequilíbrio.
  • Dicas: Caso perceba exclusões (membros não representados), o facilitador pode perguntar ao cliente sobre membros esquecidos, ou trazer novos representantes para o campo.

6. Intervenção com Frases de Solução

  • Objetivo: O facilitador sugere frases curativas para restabelecer a ordem e o pertencimento no sistema.
  • Exemplos de frases:
    • “Você tem um lugar no sistema.”
    • “Eu aceito você como é.”
    • “Eu respeito seu destino.”
  • Dicas: As frases devem ser curtas e diretas, focadas em trazer reconhecimento e reconciliação entre os membros do sistema.

7. Movimentos de Cura

  • Objetivo: O facilitador pode sugerir que os representantes realizem movimentos físicos (como se aproximar ou se afastar) para simbolizar a restauração da ordem no sistema.
  • Dicas: Movimentos de inclusão, onde representantes previamente excluídos são reconhecidos, são especialmente importantes em questões de adoção ou luto. Sugerir gestos simbólicos, como um abraço ou olhar, pode ser significativo.

8. Integração e Encerramento

  • Objetivo: Quando o facilitador percebe que o sistema atingiu um ponto de equilíbrio ou resolução, a constelação é encerrada.
  • Dicas: Convidar o cliente a respirar profundamente e refletir sobre as mudanças observadas. É importante não apressar o encerramento, permitindo que o cliente integre as novas percepções.

9. Reflexão Pós-Constelação

  • Objetivo: Após a constelação, o facilitador orienta o cliente a processar as novas percepções, sem exigir ações imediatas.
  • Dicas: Pode-se sugerir que o cliente dedique tempo para refletir em silêncio ou até manter um diário sobre as mudanças percebidas após a constelação.

10. Acompanhamento

  • Objetivo: Oferecer suporte adicional ao cliente, caso surjam novos temas ou questões relacionadas à constelação inicial.
  • Dicas: Sugerir sessões de acompanhamento ou outros tipos de terapia, se necessário, especialmente quando questões profundas e emocionais são abordadas, como luto ou traumas de adoção.

Esse fluxo para constelações de problemas familiares assegura que o processo seja conduzido de forma estruturada, respeitando o campo fenomenológico e permitindo que as dinâmicas sistêmicas se revelem e sejam trabalhadas de forma segura e eficaz.