Uma sessão de Psicoterapia Biológica deve seguir um fluxo lógico que respeite as 5 Leis Biológicas, identificando o choque biológico, analisando sua repercussão no corpo e aplicando as ferramentas terapêuticas adequadas para a resolução do conflito.

A seguir, apresento uma estrutura detalhada para a condução de uma sessão:


1. Acolhimento e Estabelecimento de Rapport

  • Receber o paciente com empatia, garantindo um ambiente seguro e sem julgamentos.
  • Observar sua linguagem corporal e sinais de estresse.
  • Criar um espaço onde ele se sinta confortável para compartilhar sua história.
  • Utilizar técnicas de espelhamento da PNL para criar sintonia.

2. Identificação do Sintoma e da Fase Biológica

  • Perguntar: “Qual é o principal incômodo que você está sentindo?”
  • Determinar se está na fase ativa do conflito (simpaticotonia) ou na fase de cura (vagotonia).
    • Sintomas na fase ativa: Insônia, ansiedade, falta de apetite, emagrecimento, tensão muscular, mãos frias.
    • Sintomas na fase de cura: Fadiga, inchaço, dor, inflamação, febre.
  • Se estiver na fase ativa, a meta será ajudar o paciente a resolver o conflito.
  • Se estiver na fase de cura, será preciso explicar o processo e evitar recaídas.

3. Determinação da Lateralidade Biológica

  • Teste: Pedir ao paciente para bater palmas e observar qual mão fica em cima.
    • Destro: Relaciona mãe-filho com lado esquerdo e parceiro (pai, trabalho, sociedade) com lado direito.
    • Canhoto: Relação inversa.
  • Com base nisso, analisar qual área do corpo está afetada e qual conflito está associado.

4. Descoberta do Choque Biológico (DHS)

  • Perguntar: “Quando começou esse sintoma?”
  • Investigar eventos significativos nos meses anteriores ao surgimento.
  • Usar técnicas de questionamento para encontrar o momento exato do choque biológico:
    • “Se você tivesse que adivinhar, o que aconteceu antes desse sintoma aparecer?”
    • “Houve alguma situação inesperada que lhe causou grande impacto?”
    • “O que estava acontecendo na sua vida naquela época?”
  • Confirmar o Foco de Hamer associado ao órgão afetado.

5. Resolução do Conflito e Reprogramação

Após identificar o DHS, aplica-se a técnica mais adequada para ressignificá-lo.

5.1. Reprogramação Ocular

  • Se o choque biológico ainda está impactando emocionalmente, utilizar a reprogramação ocular para reduzir sua carga emocional.
  • Direcionar o olhar do paciente para acessar e reprocessar a memória do evento traumático.
  • Verificar se a intensidade emocional diminuiu ao final do processo.

5.2. Hipnose (Se Necessário)

  • Caso o paciente tenha dificuldades em lembrar do momento do choque, pode-se usar hipnose para acessar memórias inconscientes.

5.3. PNL e Ressignificação

  • Se o paciente ainda apresenta crenças limitantes associadas ao conflito, utilizar PNL para reestruturar sua visão sobre o evento.
    • Exemplo: Se ele se sente fracassado por perder o emprego, pode-se trabalhar uma nova percepção:
      • “Essa mudança abriu novas oportunidades.”
      • “Eu sou mais forte do que essa experiência.”

6. Ancoragem e Teste da Resolução

  • Pedir ao paciente para relembrar o evento e observar sua reação.
    • Se ainda houver impacto emocional, repetir a técnica.
  • Reforçar a nova percepção através de visualizações guiadas.
  • Aplicar ancoragem com toque ou gesto para consolidar o estado positivo.

7. Integração e Planejamento Pós-Sessão

  • Explicar ao paciente que mudanças podem ocorrer nos dias seguintes, como emoções emergindo ou alterações no sono.
  • Dar orientações sobre como lidar com possíveis reações da fase de cura.
  • Indicar técnicas que ele pode praticar sozinho, como visualizações ou autoaplicação das mãos.

 

8. Encerramento e Feedback

  • Perguntar: “Como você se sente agora?”
  • Validar as mudanças percebidas.
  • Reforçar a importância da continuidade do processo.
  • Marcar acompanhamento se necessário.

Conclusão

Seguir essa estrutura garante que a sessão tenha um fluxo lógico e terapêutico, permitindo que o paciente compreenda seu sintoma dentro da lógica biológica e experimente alívio emocional real.