Introdução à ideia de “Dupla Comutação” Mãe-Bebé

O que é a “dupla comutação”?

Na GNM, chamamos de “dupla comutação” (também referida como “comutação cruzada”) ao fenómeno em que o conflito biológico vivido pela mãe pode ser biologicamente sentido e processado pelo feto, e vice-versa.

A mãe e o bebé não estão apenas ligados por cordão umbilical, mas também por um campo neuroemocional comum.
Durante a gravidez, o corpo escolhe quem executa biologicamente o programa, de acordo com o que for mais adaptativo.

Como acontece?

  1. A mãe sofre um DHS (choque biológico inesperado).

  2. O cérebro da mãe reconhece o conflito e tenta processá-lo.

  3. Mas, dependendo da intensidade, estado hormonal e vulnerabilidade fisiológica:

    • A resposta pode ser executada no corpo da mãe (habitual),

    • Ou comutada para o feto, que irá desenvolver a adaptação orgânica correspondente.

Exemplo simples:

Uma mulher grávida vive um DHS de “ameaça ao território” (ex: ameaça de despejo).
Esse tipo de conflito pode afetar:

  • O brônquio da mãe (medo territorial), ou

  • O pulmão do feto (se o sistema da mãe estiver bloqueado ou sobrecarregado).

O feto poderá então apresentar problemas respiratórios ao nascer, como expressão do programa iniciado na fase intrauterina.

O corpo escolhe o mais “adequado” para expressar o conflito

A decisão não é consciente. É uma resposta biológica automática e sensata.

Se a mãe:

  • Está sobrecarregada por outros conflitos;

  • Tem o sistema imunitário ou orgânico “ocupado” com outras adaptações;

  • Ou se o conflito está ligado diretamente ao feto;

então o corpo desvia o conflito para o feto, que passa a ser o “executante biológico” daquele DHS.

O perigo das projeções e sobrecargas

  • Mães que não expressam o que sentem ou vivem com culpa e silêncio → aumentam o risco da dupla comutação.

  • Quando os sentimentos não são verbalizados, podem ser “carregados” pelo corpo do bebé.

  • Isso pode explicar sintomas ao nascer como:

    • Dermatites, bronquites, anemia, otites, distúrbios digestivos.

 

Reflexão:

  1. Durante a gravidez, viveste algum momento de choque intenso e solitário?

  2. Conseguiste falar com alguém? Ou sentiste que carregaste isso sozinha?

  3. Algum sintoma apareceu em ti ou no bebé após esse episódio?