Emoções da Mãe e do Pai no Momento da Concepção

🧠 Introdução

Segundo o conceito de Projeto-Sentido desenvolvido por Marc Fréchet e aprofundado por Salomon Sellam, o momento da concepção é uma das fases mais influentes na formação do inconsciente do bebé. As emoções, expectativas e conflitos vividos pela mãe e pelo pai nesse exato momento tornam-se programações inconscientes que a criança carregará como um “sentido de missão”, tentando inconscientemente realizar, reparar ou corresponder.


🔍 O que influencia o bebê no momento da concepção?

  1. O desejo (ou não) pela criança

    • Se o bebé foi desejado com amor, há uma tendência a sentir-se bem-vindo ao mundo.

    • Se foi uma gravidez indesejada, pode gerar no filho uma programação de não ter direito de existir, ou viver tentando provar seu valor.

  2. O estado emocional da mãe

    • Se a mãe estava em conflito (luto, medo, raiva, solidão), o bebé pode herdar essa memória como uma carga emocional que marcará sua forma de agir.

  3. O estado emocional do pai

    • Embora muitas abordagens foquem apenas na mãe, a psicogenealogia e a biodescodificação mostram que o estado do pai também imprime marcas. Ex.:

      • Pai frustrado → bebé programado para ser “a esperança da família” ou compensar o pai.

      • Pai ausente → bebé com programação de buscar figuras de autoridade ou sentir-se só.

  4. Circunstâncias da concepção

    • Relações sexuais forçadas, alcoolizadas, em momentos de traição ou conflito podem gerar no bebé uma marca de desvalorização, culpa inconsciente ou dualidade interna.


🧬 Programações comuns herdadas no momento da concepção

Situação Programação no bebé
Concepção após briga ou reconciliação “Tenho que manter os outros unidos”
Concepção como tentativa de salvar o casamento “Preciso ser perfeito e corresponder às expectativas”
Concepção acidental (surpresa) “Não tenho lugar”, “Preciso provar que mereço viver”
Mãe sentia medo de engravidar “Sou um peso”, “A culpa é minha”
Concepção idealizada (“vamos ter um campeão”) Bebé cresce com autoexigência excessiva
Pai em luto ou stress Programação de tristeza, responsabilidade precoce ou hiperadaptação

🧩 Exemplos Reais

  1. Caso 1 – Mulher engravida no meio de uma separação

    • A filha cresceu sempre com medo de ser rejeitada e de causar problemas aos outros.

    • Descobriu-se que ela foi concebida no momento em que a mãe estava a considerar deixar o parceiro. A criança “veio para manter o casal unido”, gerando-lhe culpa e hiperadaptação.

  2. Caso 2 – Concepção após perda de um filho anterior

    • O novo bebé é inconscientemente visto como filho de substituição.

    • Pode desenvolver confusão de identidade, tristeza profunda ou tendência a viver “a vida do outro”.

  3. Caso 3 – Pai queria um filho homem, mas nasceu uma menina

    • A criança cresce com forte energia masculina, tentando compensar o desejo do pai.

    • Pode apresentar conflitos de identidade ou necessidade de provar força e competência.


💡 Como identificar essas programações?

  • Através de entrevistas com os pais, ou reconstrução simbólica dos eventos.

  • Utilização de linhas do tempo transgeracionais.

  • Observação de sintomas repetitivos, padrões de vida e comportamentos desde a infância.


🛠️ Intervenções possíveis

  • Reprogramação simbólica através de visualizações guiadas ou reprogramação ocular.

  • Técnicas de constelação familiar individual.

  • Atos simbólicos com os pais ou substitutos.

  • Trabalho consciente de libertação de lealdades invisíveis.


✅ Conclusão

O momento da concepção é a semente do Projeto-Sentido. Conhecer e reconhecer as emoções dos pais nesta fase permite libertar a criança (ou o adulto de hoje) de programações inconscientes que não lhe pertencem, permitindo uma vida mais leve, livre e autêntica.