O conflito programante

 

– Esta é a primeira experiência em um determinado domínio. É apenas um programa. O pessoa está em contato com uma nova experiência, um novo ressentimento possível. Este conflito enfraquece a pessoa, torna-a mais sensível a certo tipo de ressentir. Nada é acionado, apenas programamos.

– Quando? Na infância e na adolescência mais do que na maturidade. um conflito programante pode existir toda a vida.

Ex.: “Não quero envelhecer e morrer por dentro”. Carlos, um menino que se apaixona de uma sul-americana, prepara tudo para o casamento e poucos dias antes ir para Espanha ela diz que não. Alguns anos depois ele apaixona-se pela Rosa e foi diagnosticado com esclerose em lateral em placas.

– Emoção -> Uma emoção está relacionada a um único conflito programante. É por isso que um único conflito deve ser tratado. Nos protocolos tratamos uma única emoção. Num grande choque pode haver várias emoções.

Janelas de impressão -> Um simples comentário dos pais pode ser determinante na vida toda. A criança pode sentir-se desvalorizada ou não reconhecido.

Ex.: Senhora que tem fobia de água. Quando ela era pequena (5 anos) uma freira atirou lhe àgua para a cara. Esta mesma senhora nunca se sentiu amada pela mãe, e ela dizia isso na cara dela, ele sabia que sua mãe queria um filho, sim ou sim

 

O conflito desencadeante

 

É o que desencadeia a doença, a reação biológica de sobrevivência. Abre o programa criado pelo programante.

Desenvolvimento de doenças -> Qualquer um dos elementos no contexto do conflito programante pode desencadear a doença. Pode ser um cheiro, uma emoção, um lugar… Pode até ser por Identificação.

Exemplos: mulher com cancro de fígado. Seu ressentimento é: “Minha filha casou-se com um Zé ninguém”. Norma, uma amiga minha, morre de cancro de pulmão, a sua amiga ao fim de alguns meses desenvolve o mesmo cancro no mesmo sítio e tambem morre. Existem pessoas que vendo a televisão podem criar uma doença.

Conflito programante + desencadeante -> As vezes, um só acontecimento, não importa a que idade, se for suficientemente intenso, duradouro, é suficiente para desencadear a doença.

Exemplo: Uma criança tem eczema por todo o corpo de um dia para o outro. A mãe foi trabalhar sem avisar o filho que não estaria lá amanhã. É um conflito de separação.

– Rapariga de 27 anos que perde 3 dioptrias em cada olho de um dia para outro. 

Ele estava na casa do companheiro assistindo TV e este disse-lhe “sai da minha casa, que vou dormir”.

Terapia -> Actuamos sobre o desencadeante para chegar ao programante. Temos que apagar este programa, Não basta que ele não se active mais. (Na hipnose pedimos que não se active o que tem uma duração limitada, outras terapias e modos alimentares evitam alguns alimentos e temos essas terapias como a resolução do problema quando na verdade nada fazem)

Devemos voltar ao que se aprendeu, para que a pessoa o utilize como recurso, o que talvez não tivesse um naquela época. O significado dado pode ser reformulado, Carreguar com outra emoção.

O conflito programante estruturante

 

Próprio quando o bebê está no ventre da mãe até os 3 anos de idade. A criança se estrutura com base neste conflito. Há sempre uma crença muito forte.

– O mundo da criança é o mundo de sua mãe primeiro e de seu pai depois. Os conflitos emocionais dos pais determinam programas estruturados.

– O menino constrói sua casa com o pai e a mãe.

– A norma do esquimó é o frio.

– A norma africana é o calor. “No deserto não há engarrafamentos”

– Parentes muito sentimentais.

Na terapia: a estrutura deve ser preservada, dando outra opção que lhe permita escolher.

 Que perceba que existe outra possibilidade. Não há necessidade de se aprofundar nesse

 desconforto, mas ofereçer uma alegria ao lado.

Ex: “Não quero envelhecer e morrer por dentro”; existe uma estrutura da sua mãe:

“medo de não ter filhos” -> Eu não quero engravidar agora, eu tenho problemas com meu

 marido. Descobrimos na terapia que existem muitas situações de Não Ação.

– Mulher com cancro de útero, o gatilho/desencadeante é que há 6 meses está num apartamento

 de verão; Isso o leva à memória de uma idade precoce e ela ressente-se do medo do pai, 

 este maltratava a mãe e ficava muito zangado porque ela não fazia nada.

– Bebê cuja mãe sangra muito ao nascer, ela não pode dar alimento à criança porque está muito

 fraca. A criança estrutura uma necessidade de ser satisfeita que marca sua vida.