🧩 Caso 1: Abortos recorrentes e útero com miomas

Contexto:
Mulher de 34 anos, sem causa médica para infertilidade, com histórico de dois abortos espontâneos e miomas no útero.

Interpretação segundo a GNM:

  • Os miomas são formados por tecido muscular liso, controlado pelo tronco cerebral (endoderma), e indicam um conflito de “não conseguir segurar o feto” (medo de perda, falha de nidação, sensação de fracasso biológico).

  • O útero responde a esse conflito com proliferação celular durante a fase ativa (CA).

Conflito transgeracional associado:

  • Na linha materna, a avó teve um filho morto ao nascer, segredo nunca falado.

  • A cliente foi concebida pouco depois de um aborto espontâneo da mãe (possível posição de filho de substituição/yacente).

Resultado após conscientização:

  • Ao realizar o exercício de carta de separação simbólica com o bebé perdido, e nomear conscientemente o novo projecto, os miomas começaram a regredir (fase PCL), e a mulher engravidou novamente.


👶 Caso 2: Bebé com eczema e cólicas constantes

Contexto:
Bebé de 3 meses com eczema na face e cólicas persistentes, sem resposta a tratamentos convencionais.

Interpretação GNM:

  • O eczema (epiderme) está ligado ao ectoderma, controlado pelo córtex sensorial, e revela um conflito de separação (“não sentir o contacto da mãe”).

  • As cólicas intestinais correspondem a uma fase PCL de um conflito de não conseguir digerir um “bocado emocional” (ex: tensão no ambiente, mudanças, hospitalizações).

Contexto familiar:

  • Parto traumático, mãe separada emocionalmente após o parto por ter estado em isolamento hospitalar.

  • O pai perdeu o irmão mais novo com poucos dias de vida (memória transgeracional de morte precoce).

Ação terapêutica:

  • Reforço do contacto pele a pele, banho juntos, vínculo através da voz.

  • Terapia de constelação familiar para integrar o irmão falecido do pai.

  • Os sintomas regrediram em cerca de 2 semanas.


💔 Caso 3: Mulher com depressão pós-parto e sensação de vazio

Contexto:
Mulher de 29 anos, mãe de primeira viagem, refere tristeza sem motivo e sensação de “estar fora do seu corpo”.

Interpretação GNM:

  • O sentimento de “vazio existencial” pode estar ligado a uma programação yacente: ela própria nasceu após um aborto ou luto familiar, carregando uma fidelidade invisível ao não-nascido.

Descoberta transgeracional:

  • Após entrevista, descobriu-se que a mãe da paciente sofreu um aborto espontâneo antes da sua conceção.

  • A paciente foi nomeada com o mesmo nome que seria dado ao bebé perdido.

Intervenção:

  • Realização de ritual de libertação simbólica: carta de despedida ao irmão não nascido, nova nomeação simbólica, integração da própria identidade.

  • Os sintomas depressivos reduziram de forma significativa após 3 sessões.


🫂 Caso 4: Medo intenso da maternidade – “não dou conta”

Contexto:
Mulher grávida de 6 meses, com ansiedade, insónia e medo paralisante de não ser boa mãe.

GNM:

  • Conflito de identidade da mulher (córtex motor): sente-se “inadequada”, com sobrecarga, originando sintomas musculares e insónia.

  • Também há ativação do tronco cerebral com sintomas gastrointestinais (náuseas, refluxo).

Transgeracional:

  • A mãe da cliente era uma mulher abandonada com 3 filhos, tendo transmitido inconscientemente a crença de que ser mãe significa sofrimento.

Trabalho terapêutico:

  • Reprogramação do sistema de crenças.

  • Visualização e meditação de “acolhimento interno”.

  • Encontro com o “arquétipo da mãe segura” no imaginário.

  • A cliente passou a dormir melhor, e relatou sentimento de confiança no parto.