O texto, tido como uma das quintessências da filosofia tântrica, é um guia para a consciência do moribundo atravessar os cambiantes fenômenos dos reinos do pós-morte: os estados de consciência que continuam por, no mínimo, 49 dias após a morte, seguindo até a próxima encarnação. Segundo observação de Evans-Wentz, o Bardo Thödol é um processo de iniciação cujo propósito é restaurar, no espírito do desencarnado, a divindade que ele perdeu ao nascer. O livro, em linguagem ricamente alegórica, além de alertar o espírito a guiar-se pelo grande caminho da libertação (do sofrimento), o prepara para uma descida rumo à existência física – ao renascimento.
O livro declara que, após a morte, o ser desencarnado se confronta com várias cenas, visões, aparições, etc. Em cada um destes bardos ocorre experiências e visões distintas e, por vezes, aterradoras.


